6 comentários

Expressionismo

"O expressionismo, no seu sentido amplo, caracteriza a arte criada sob o impacto da expressão, mas da expressão da vida interior, das imagens que vêm do fundo do ser e se manifestam pateticamente. Do ponto de vista técnico, o expressionismo parece guardar relações com o impressionismo, tanto que os termos expressão e impressão chegaram a ser confundidos, tal como se podem confundir hoje informação e comunicação. Tomava-se a expressão como uma impressão interior que se manifesta sob o impulso de uma intuição superior e ordenadora dos elementos de forma e conteúdo. O que devia contar era a expressão, o ato de exprimir, e isto se identificava com as palavras em liberdade do futurismo, e com o automatismo psíquico dos dadaístas e surrealistas. Na obra expressionista a realidade não devia ser percebida em planos distintos (físico, psíquico, etc.), porque tudo se prendia a uma única realidade: a expressão. O artista perdia o controle da expressão, os elementos é que expressavam a si mesmos. Se o mundo interior era obscuro e alógico, assim também devia ser a sua expressão. Ao contrário do equilíbrio clássico, os expressionistas buscavam um "equilíbrio" abstrato e estrutural, resultante que era do desequilíbrio de cada elemento da obra. [...] " (Gilberto Mendonça, Vanguarda Européia e Modernismo Brasileiro. Vozes)

Pintura


A igreja de Auvers-sur-Oise (1890), de Vincent Van Gogh, Musée d'Orsay,Paris.

Arquitetura



Pavilhão de Cristal para a Exposição de Colôniade 1914, de Bruno Taut.

OBJETO – EXPRESSIONISMO

PORTA CHAVES

O expressionismo foi um movimento cultural de vanguarda surgido na Alemanha nos primórdios do século XX, os artistas estavam mais interessados na interiorização da criação artística do que em sua exteriorização, projetando na obra de arte uma reflexão individual e subjetiva. Os expressionistas diziam que a forma seguia a função, e que todo o ornamento devia ser abolido.

A partir disso foi criado um objeto que expressa-se facilmente a sua função para as pessoas, utilizando poucos ornamentos e materiais marcantes da arquitetura expressionista.

Para que o objeto transmita a sua função, foi criado desenhos de chaves, pensando num símbolo universal para que todos compreendam, em baixo de cada gancho para demonstrar a sua funcionalidade, esses desenhos estão numa placa de vidro, proporcionando uma sensação de que as chaves estão realmente penduradas, ressaltando a função do objeto.


Dentro de cada desenho das chaves, estão obras marcantes de três pintores expressionista, na primeira chave estão os quadros de Munch (1863-1944), um dos primeiros artistas do século XX que conseguiu conceder às cores um valor simbólico e subjetivo, longe das representações realistas, pintou o quadro considerado o mais importante dessa época O Grito (1889). A segunda chave traz os quadros de Paul Klee (1879-1940), um dos artistas mais originais do movimento expressionista. E na ultima chave estão os quadros do artista mais influente desse período, Vicent Van Gogh (1853-1890) – um artista que se empenhou profundamente em recriar a beleza dos seres humanos e da natureza através da cor, que para ele era o elemento fundamental da pintura. Alguns historiadores determinam para esse pintor o movimento ”Pós Impressionista”, pois ele não queria destruir os efeitos impressionistas, mas queriam levá-los mais longe.


Os materiais utilizados no objeto fazem uma referencia aos principais materiais utilizados na arquitetura expressionista, o vidro e o aço. Na estrutura do objeto foi usado o vidro, material que era preferência entre os arquitetos expressionistas, explorando a complexidade da iluminação natural e a maleabilidade desse material que proporcionou a criação de uma nova linguagem de edificios, outro objetivo da utilização desse material era que a transparência do vidro fizesse com que os usuários se relacionam com o meio ambiente e com o meio circundante, formando uma nova cultura para os usuários. Outro material muito utilizado foi o aço, no objeto o aço esta presente nos ganchos onde a chave é pendurada.



read more
2 comentários

Vanguardas Arquitetônicas do século XX

- Começaram na Europa no início do século XX, romperam laços com antigas escola literárias.
- Nesse período, a Europa estava em clima de contentamento diante dos progressos industriais, dos avanços tecnológicos, das descobertas científicas e médicas, como: eletricidade, telefone, rádio, telégrafo, vacina anti-rábica, os tipos sanguíneos, cinema, RX, submarino, produção do fósforo. Ao mesmo tempo, a disputa pelos mercados financeiros (fornecedores e compradores) ocasionou a I Guerra Mundial.


Cada uma das vanguardas que surgiriam nessas décadas seguintes interpretariam de formas diferentes esses estudos e os seguiria de formas diversas. Destacam-se as seguintes vanguardas: Futurismo, Cubismo, Expressionismo, Dadaísmo, Surrealismo.


No trabalho realizado em sala, cada grupo ficou responsável por criar um objeto funcional, com características de cada vanguarda proposta. E estaremos postando as imagens dos objetos em que cada grupo tentou transmitir características da sua respectiva vanguarda.

Futurismo - luminária
País de Difusão: Itália
Alguns Expoentes: Sant´Elia, Boccioni, Carrá

- a base lembra uma turbina que remete a velocidade; - transparência; - movimento; - verticalidade; - monumentalidade; - jogo de luz e sombra; - analogia cores quentes; - foi usado PVC, madeira e celofane, porém para fabricação industrial propôs o uso de aço, metal.

Racionalismo Italiano - luminária/porta CD
País de Difusão: Itália
Alguns Expoentes: Terragni

- ritmo; - proporção; - vãos livres, vazados; - estrutura (concreto armado); - uso de mármores; - cheios e vazios; - funcionalidade; - iluminação externa; - modulação.

Cubismo - luminária
País de Difusão: Leste Europeu, França
Alguns Expoentes: Cezzane, Picasso, Braque


- 1ª fase: transformar aspectos da natureza em formas geométricas; - 2ª fase: decomposição das figuras; 3ª fase: colagem; - uso de cores variadas conforme a fase.

De Stijl - luminária
País de Difusão: Holanda
Alguns Expoentes: Mondrian, Rietveld, van Doesburg

- uso de cores primárias; - formas assimétricas, - equilíbrio x assimetria, - vanguarda que mais se destacou na união da arte e arquitetura.

Construtivismo Russo - Porta Canela
País de Difusão: URSS
Alguns Expoentes: El Lissitsky, Chagal, Malevitch

- cores primárias e secundárias; - formas geométricas puras; - cartazes; - escritas nas obras; - utilidade; - composição violenta de formas puras; - planos inclinados.

Bauhaus - Caderno de Croqui
País de Difusão: Alemanha
Alguns Expoentes: Mies Van der Rohe, Walter Gropius, Paul Klee, Kandinsky

- experimentação; - diferentes materiais; - criação livre; - produção em série; - formas puras; - arte/arquitetura/artesanato.

Escola de Glasgow - Cama/Cadeira/Mesa
País de Difusão: Inglaterra
Alguns Expoentes: Mackintosh

- baseado no neogótico, pedra, artesanato, mesma linha Artes e Ofícios.

Expressionismo - Porta Chave
País de Difusão: Alemanha/Holanda
Alguns Expoentes: Munch, Van Gogh

No link abaixo, vocês irão encontrar um vídeo com um ótimo resumo, e imagem das vanguardas que mais se destacaram.



read more
1 comentários

A Beleza da Art Nouveau na Arquitetura

Nesse vídeo no link abaixo vocês vão encontrar imagens interessantes da Art Nouveau aplicada a Arquitetura, e à mobiliário!

"A descoberta por um estilo verdadeiro seria encontrado quando o ornamento se fosse e as qualidades como forma, proporção, claridade e tamanhos aparecessem desadornadas"
read more
1 comentários

Art Nouveau

(1780-1820)
O Art Nouveau, foi um movimento cultural se teve seu auge nas ultimas décadas do século XIX e primeiras do século XX, marcado pela decoração elaborada e superficial, e pelas formas curvilíneas ou sinuosas, bem como pela utilização e exploração de novos materiais, tais como o vidro e o ferro.
Esse estilo caracteriza-se especialmente pela utilização das formas orgânicas e pelo escapismo pela natureza, assim como pela valorização do trabalho artesanal entre outros.
Serviu de inspiração para outros movimentos posteriores, como o De Stijl, na
Holanda dos anos 20 e a escola de Bauhaus, na passagem para a década de 30.
Ao contrário das inúmeras correntes modernistas, o Art Nouveau, não foi dominado pela pintura, mas teve grande influencia na criação de formatos de letras e de marcas comerciais, e mais voltada para a arquitetura, além dos edifícios passarem a ser construídos segundo a nova estética, utilizando os novos materiais, foi marcada também nas fachadas e interiores, com o uso de azulejo (principalmente em Portugal), e pela atenção voltada ao detalhamento.
No Brasil, o artista que mais teve destaque nesse movimento foi Eliseu Visconti.

ART NOUVEAU NAS ARTES
OBRAS E ARTISTAS
Amedeo Modigliani

O Beijo (1909). Gustav Klimt
Óleo sobre tela,
180cmx180cm.


Toulouse-
Lautrec,Toilette, Henri de Toulouse-Lautrec,
óleo sobre tela,
67x64cm;


Nu deitado, Amedeo Modigliani
óleo sobre tela, 92x60cm


ART NOUVEAU NA ARQUITETURA
Os artistas que mais se destacaram foram:
Victor Horta (1861 – 1947), estudou na Academie de Beaux-Arts de Bruxelas – Bélgica é considerado o pioneiro na arquitetura Art Nouveau;
Principais obras:
• Casa Tassel (1893);

• Villa Solvay (1894);

• Maison du Peuple (cada do povo) (1896-1899)

• Villa van Eetvelde (1897-1900)

Henry van de Velde (1863 – 1957), com as obras:
• Karl Ernst Osthaus Museum (1900);

• Villa Hohenhof (1907);

• teatro da Exposição do Werkbund em Colônia (1914);

Antoni Gaudí i Cornet (1852 – 1826), principais obras:

Casa Vicens (1883 – 1888)

Palácio Güell (1885 – 1889)

Sagrada Família (1883)
read more
0 comentários

Historicismo na Arquitetura

O Historicismo, ou revivalismo, pode ser conceituado como uma tendência onde se busca inspiração em uma ou mais épocas passadas, no caso, a recriação da arquitetura dessas épocas.

Esse novo conjunto de estilos arquitetônicos surgiu na Europa por volta do século XVIII, mas o abandono intenso do Neoclassicismo ocorreu no século XIX com a construção do parlamento inglês por Charles Barry e Pugin.



Parlamento inglês

“Pelo fato das inovações tecnológicas não encontrarem naquela contemporaneidade uma manifestação formal adequada, ou por diversas razões culturais e contextos específicos, os arquitetos do período viam na cópia da arquitetura do passado e no estudo de seus cânones e tratados uma linguagem estética legítima de ser trabalhada.”

“O historicismo torna as tradições históricas disponíveis na forma de uma contemporaneidade ideal, e possibilita a um presente inconstante, para si mesmo fugaz, um disfarce na forma de identidades emprestadas. O pluralismo estilístico, que até então fizera figura de incômodo, torna-se pois um trunfo.”

Alguns arquitetos procuravam reproduzir tal qual os modelos antigos, gerando uma combinação que se tornava muitas vezes incoerentes, sendo difícil definir a que estilo pertencia a obra.

O historicismo foi muitas vezes associado ao estilo da arquitetura eclética, já que ambos utilizavam técnicas construtivas modernas (como uso do ferro, cimento e concreto) e as “escondiam” por detrás dos estilos passados.

Nesse período surgiram então os estilos revivalistas como o neoclássico, neo-renascimento, neo-romântico e neo-gótico. E não só a arquitetura, mas também a pintura, escultura e artes decorativas tiveram vertentes revivalistas.



Este é um artigo bem interessante que faz uma analogia com o historicismo e as atuais intervenções arquitetônicas.

A nova história do século XIX e a redescoberta da dimensão imaginária da arquitetura (1)
Marcelo Puppi

http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq058/arq058_02.asp


read more